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Dia Z e Coisas Melhores

sábado, 1 de outubro de 2011
Olá pessoas! Repararam na minha sumida né? Eu andei muito, muito ocupada mesmo esses dias, mas foi por uma boa causa. Porém antes de contar essa novidade vamos falar sobre uma coisa que todo mundo gosta (ou pelo menos deveria);
Livros!
Bem, durante esse meu mini-hiatus rolou lá no Riocentro a XV Bienal do Livro.
Até aí tudo bem, nunca perco uma Bienal, só que esse ano fui surpreendida por uma super-hiper-mega-ultra-plus convidada. Minha diva literária da terceira idade Anne Rice!

Tudo teria sido perfeito se não fosse por um porém: Dia 7 de setembro foi um Dia Z!
Explico.
Sabe o Dia D?  Aquele dia em que você levanta o popozão da cadeira e toma uma atitude? O Dia Z não passa nem perto disso.

O Dia Z é aquele dia em que o Cosmos conspira contra você e tudo acaba dando errado.
Eu havia me preparado a semana inteirinha para curtir o feriado na Bienal do Livro e de quebra conseguir talvez um autógrafo da titia Anne.

Como só seriam distribuídas 400 senhas e como o Riocentro é longe pacas, eu achei melhor chegar lá bem cedo. Só que em cima da hora minha irmã resolveu ir também (só iríamos eu e meu pai).

Tudo perfeito, só que eu havia esquecido um pequeno detalhe: ERA FERIADO!
A frota de ônibus para o Rio foi reduzida a nenhum ônibus por hora! Ficamos muito, muito tempo esperando até que apareceu uma vã suspeitíssima com destino ao Estácio. Que outra opção a não ser financiar a máfia?
Chegando ao outro lado da Baía, com quase uma hora de atraso, ainda tivemos que esperar mais meia hora porque o meu pai achou que morava perto o suficiente do ponto de encontro para ir andando.
E eu nem estava com pressa...
Enfim, já eram 09:30 quando meu pai finalmente chegou. Como ele se acha muito esperto, já tinha planejado todo o percurso.
 Só que o bocó também havia se esquecido de um pequeno detalhe: ERA FERIADO! E DA INDEPENDÊNCIA!
Várias ruas haviam sido interditadas para o desfile, inclusive uma das quais o tal ônibus que iríamos pegar passava. Mas isso nós só fomos descobrir uma hora e meia depois, quando perguntamos a um policial.
Volta o cão arrependido... Brincadeira! E lá fomos nós pegar o tal ônibus no ponto final. Enfim pegamos o ônibus. Só que aconteceu uma coisa que eu realmente odeio. Ele foi enchendo, enchendo, enchendo, enchendo...
Mas Aleluia! Finalmente chegamos à Bienal.
Só que eram 12:20 e estávamos morrendo de fome! Paradinha rápida para o almoço.
Vocês já devem imaginar que a essa altura os meus nervos nem existiam mais. Até que finalmente à 13:00 nós entramos no Riocentro.
A primeira coisa que eu fiz foi ir correndo procurar o estande da Editora Rocco. E quando eu finalmente achei...
Uma fila quilométrica se estendia a minha frente...
Só de lembrar meus olhos ficam rasos d'água.
Até que eu tentei ficar na fila por algum tempo, mas aí minha irmã começou a resmungar e a chatear todo mundo. Desisti.

Adeus autógrafo da Anne Rice, adeus!

E como esse fatídico dia Z não poderia terminar de outra forma, na saída da Bienal imaginem o que tinha? Uma fila de ônibus quilométrica! Mais quilométrica do que a fila pra ver a Anne Rice.


Mas chega de chorar pelo leite derramado. Quem sabe da próxima vez que titia Anne venha aqui no Rio eu esteja num Dia A. (quando tudo dá mais do que certo).

Agora vamos à novidade que eu mencionei no começo do post.
Acho que todo mundo sabe que ano passado eu me formei em design de moda. Foi uma experiência dessas que não se têm todo dia. Conheci pessoas maravilhosas, desenvolvi habilidades que nunca imaginei ter, coisa e tal. Mas quando tudo acaba fica uma pergunta no ar:

 E agora? O que eu faço com esse diploma?

Passei mais da metade do ano me fazendo essa pergunta enquanto procurava desesperadamente por um bom emprego que calasse a boca das pessoas que não levavam a sério nem a mim e nem a minha profissão.
Infelizmente num ramo competitivo como o da moda quem está dentro não quer sair e quem está fora tem que batalhar muito para conseguir entrar.

Mas como sempre, boas idéias só surgem quando não estamos procurando por elas.
Acho que nunca cheguei a comentar aqui, mas quando eu tinha uns 13 ou 14 anos minha mãe me inscreveu em um curso de artesanato a fim de evitar meu vicio por televisão. Era um curso só para crianças e lá eu aprendi várias coisas, como bordado, tricô, crochê, biscuit...
Admito que no começo eu achava tudo aquilo coisa de velho, mas quando começamos a vender as peças e a ganhar dinheiro o curso ficou muito melhor. (sim, eu gosto de dinheiro, fato).
Dentre todas essas coisas me lembro que o que mais vendíamos eram as bijuterias. Continuei vendendo essas bijuterias por um bom tempo até que por um motivo ou outro acabei parando.

Tinha praticamente esquecido desse assunto quando, à cerca de dois meses atrás, fui visitar uma amiga da época de criança. Conversa vai, conversa vem, e eu acabei desabafando com ela a respeito do curso de moda, dos comentários maldosos, dos desaforos e etc.
Entre uma coisa e outra ela me deu a idéia de voltar a fazer bijuterias, só que de uma forma mais profissional, já que agora eu entendia realmente do assunto.
Fiquei com essa idéia na cabeça por alguns dias até que, depois de outro comentário maldoso, tomei uma decisão.
Como eu queria fazer uma coisa profissional, tive que recorrer ao meu pai. Até porque, verdade seja dita, meu pai foi uma das pouquíssimas pessoas que apoiaram minha decisão de fazer faculdade de moda.

Com o paitrocínio, ops, patrocínio em mãos, o resto foi comprar todo o material necessário e colocar a mão na massa. E foi isso o que eu fiz. Até agora as coisas estão indo bem, tão bem que eu resolvi investir numa nova etapa.

Acabei de criar o meu atelier!

Ainda estou engatinhando nisso tudo, mas acho que o mais importante é que estou tentando, se vai dar certo ou não depende de Deus e da minha dedicação.

Então é isso. Torçam por mim!
E claro, visitem o blogstore do atelier AQUI!



Beijo, beijo :*

Porque é bom sair um pouco...

sábado, 19 de fevereiro de 2011
Como nem só de internet vive o homem, semana passada resolvi levantar dessa cadeira giratória e pegar um pouco de sol pela cidade. Não que eu fique 24hs trancafiada na minha 'jessy caverna', mas precisava mesmo ir a algum lugar em que o pc não pudesse me acompanhar.
Pois bem, por conta do sol escaldante que anda fazendo nas últimas semanas, eu e minhas amigas resolvemos sair de casa bem cedo. Como nós não tinhamos um destino certo (nunca temos), achamos melhor escolher um lugar pra ir enquanto almoçavamos no restaurante. Depois de falar sobre tudo um pouco e sobre todo mundo, decidimos sair de Niterói e darmos umas voltas pelo Rio.
Assim que a gente chegou eu me senti na torre de babel. O que são todos aqueles gringos andando pela cidade? Se bem que estamos no verâo né, e o carnaval tá chegando aí, a tendência é só piorar... Daqui a pouco o dificil vai ser encontrar alguém falando português por aqui.

Mas deixa pra lá, isso não é importante.

Bem, a primeira parada foi na Praia Vermelha. Infelizmente não entramos na água porque ninguém tinha levado biquíni, então ficamos sentadinhas no banco vendo o bondinho do Pão de Açucar subir e descer e ouvindo as araras fazendo aquele barulhinho irritante. Ficamos um bom tempo por lá. Minha amiga Érica lembrou até do Relax e Estresse do Brasil Animado "Como assim? Não vende pão de açucar no Pão de Açucar?", mas como ela é retardada desconsiderem esse comentário.
Quando já estávamos cansadas de ver todo mundo se bronzeando na areia enquanto a gente ficava debaixo da árvore, resolvemos ir embora. Bem na hora estacionou um ônibus de turismo e as meninas ficaram achando que sairiam uns gringos bem gatos, mas tudo o que saiu foi um bando de velhinhos pálidos com suas muletas e outros apetrechos. Não sei não, mas a média de idade daquele ônibus devia ser de uns 200 anos, no mínimo.

Fomos até Botafogo e pegamos o metrô para Copa. Quando chegamos lá resolvemos fazer algo de útil ao invés de ficar vendo o pessoal se esbaldando na praia.
Fizemos o famoso passeio pelo calçadão, passamos pela estátua de Carlos Drummont de Andrade (e por enquanto os óculos dele ainda estão lá), também passamos pelos castelinhos de areia, pela estátua de Dorival Caymmi e chegamos ao Forte de Copacabana. Foi então que eu percebi uma coisa. Eu nunca tinha entrado lá. Como as meninas também nunca entraram, resolvemos aprender um pouco de história.

Lá dentro é um espaço bem amplo. Tem restaurantes, esposições de arte, tinha até uma feirinha de objetos feitos pelos indígenas da amazônia. Eu comprei um colar cheio de sementes e penas muito lindo e as meninas compraram uns brincos e umas pulseiras igualmente lindos. E isso tudo é só na parte da frente, o forte mesmo é na parte de trás.
Quando entramos lá, tive a mesma sensação estranha que sinto quando entro em algum lugar muito antigo. Eu sinto uma energia pesada, como se a alma das pessoas que sofreram ainda estivessem passeando pelos corredores. Pena que não podia tirar fotos lá dentro, mas quem já foi lá com certeza teve a mesma sensação. Lugarzinho carregado! Ainda por cima em algumas salas eles colocaram manequins fardados imitando uma cena de cotidiano. E o pior é que esses manequins de ultimamente são tão reais que parece que vão começar a se mexer a qualquer momento. Nem preciso dizer do susto que levei no primeiro reflexo né!
Enfim, só não foi pior do que quando visitei a Fortaleza de Santa Cruz aqui em Niterói com aquelas celas e o lugar onde aconteciam os fuzilamentos com as paredes de pedra ainda manchadas de sangue. Aquele sem dúvida foi o lugar mais carregado em que já entrei.
Mas deixando minha mediunidade duvidosa de lado, não consegui ficar muito tempo lá embaixo e nós fomos para a parte superior ver o canhão. Gente, o que é a vista lá de cima! A visão da praia de Copacabana é linda e dá até pra ver um pedacinho de Niterói lá do outro lado da Baía. Foi então que eu me lembrei que tenho um celular e que ele tira fotos. Não é nada comparado com uma digital, mas a gente tinha que fotografar aquele lugar. Ficamos lá em cima um bom tempo vendo a paisagem da praia e a produção da Record construindo o palco para a audição do Ídolos 2011 que vai ser lá.



Parte superior do Forte 
 
 



Praia de Copacaba vista do Forte 
 
 


Já eram quase 19:00 quando saimos do forte e fomos comer alguma coisa num daqueles restaurantes da orla. Depois disso sentamos na areia e assistimos ao pôr do sol ao lado dos bolivianos que vediam uns chapéus panamá muito bonitos diga-se de passagem.
O dificil foi voltar pra casa depois. Na sexta-feira o trânsito da ponte é simplesmente CAÓTICO! Só sei que quando cheguei em casa já eram quase 23:00. Tomei meu banho, comi uns biscoitinhos e agora estou aqui escrevendo esse post.
O cansaso já se apoderou de mim então acho que vou dormir.
Mas primeiro vou colocar as fotos no orkut e facebook.

Então é isso. Saiam da internet e vão dar umas voltas por ai!

Beijo, beijo :*