Olá
pessoas! Repararam na minha sumida né? Eu andei muito, muito ocupada mesmo
esses dias, mas foi por uma boa causa. Porém antes de contar essa novidade
vamos falar sobre uma coisa que todo mundo gosta (ou pelo menos deveria);
Livros!
Bem,
durante esse meu mini-hiatus rolou lá no Riocentro a XV Bienal do Livro.
Até aí
tudo bem, nunca perco uma Bienal, só que esse ano fui surpreendida por uma
super-hiper-mega-ultra-plus convidada. Minha diva literária da terceira idade
Anne Rice!
Tudo
teria sido perfeito se não fosse por um porém: Dia 7 de setembro foi um Dia Z!
Explico.
Sabe o
Dia D? Aquele dia em que você levanta o
popozão da cadeira e toma uma atitude? O Dia Z não passa nem perto disso.
O Dia Z
é aquele dia em que o Cosmos conspira contra você e tudo acaba dando errado.
Eu
havia me preparado a semana inteirinha para curtir o feriado na Bienal do Livro
e de quebra conseguir talvez um autógrafo da titia Anne.
Como
só seriam distribuídas 400 senhas e como o Riocentro é longe pacas, eu achei
melhor chegar lá bem cedo. Só que em cima da hora minha irmã resolveu ir também
(só iríamos eu e meu pai).
Tudo
perfeito, só que eu havia esquecido um pequeno detalhe: ERA FERIADO!
A frota de ônibus para o Rio
foi reduzida a nenhum ônibus por hora! Ficamos muito, muito tempo esperando até
que apareceu uma vã suspeitíssima com destino ao Estácio. Que outra opção a não
ser financiar a máfia?
Chegando ao outro lado da
Baía, com quase uma hora de atraso, ainda tivemos que esperar mais meia hora
porque o meu pai achou que morava perto o suficiente do ponto de encontro para
ir andando.
E eu nem estava com pressa...
Enfim, já eram 09:30 quando meu pai
finalmente chegou. Como ele se acha muito esperto, já tinha planejado todo o percurso.
Só que o bocó também havia se esquecido de um
pequeno detalhe: ERA FERIADO! E DA INDEPENDÊNCIA!
Várias
ruas haviam sido interditadas para o desfile, inclusive uma das quais o tal
ônibus que iríamos pegar passava. Mas isso nós só fomos descobrir uma hora e
meia depois, quando perguntamos a um policial.
Volta
o cão arrependido... Brincadeira! E lá fomos nós pegar o tal ônibus no ponto
final. Enfim pegamos o ônibus. Só que aconteceu uma coisa que eu realmente
odeio. Ele foi enchendo, enchendo, enchendo, enchendo...
Mas Aleluia! Finalmente
chegamos à Bienal.
Só
que eram 12:20 e estávamos morrendo de fome! Paradinha rápida para o almoço.
Vocês
já devem imaginar que a essa altura os meus nervos nem existiam mais. Até que
finalmente à 13:00 nós entramos no Riocentro.
A
primeira coisa que eu fiz foi ir correndo procurar o estande da Editora Rocco.
E quando eu finalmente achei...
Uma
fila quilométrica se estendia a minha frente...
Só
de lembrar meus olhos ficam rasos d'água.
Até
que eu tentei ficar na fila por algum tempo, mas aí minha irmã começou a
resmungar e a chatear todo mundo. Desisti.
Adeus
autógrafo da Anne Rice, adeus!
E
como esse fatídico dia Z não poderia terminar de outra forma, na saída da
Bienal imaginem o que tinha? Uma fila de ônibus quilométrica! Mais quilométrica
do que a fila pra ver a Anne Rice.
Mas
chega de chorar pelo leite derramado. Quem sabe da próxima vez que titia Anne
venha aqui no Rio eu esteja num Dia A. (quando tudo dá mais do que certo).
Agora
vamos à novidade que eu mencionei no começo do post.
Acho
que todo mundo sabe que ano passado eu me formei em design de moda. Foi uma
experiência dessas que não se têm todo dia. Conheci pessoas maravilhosas,
desenvolvi habilidades que nunca imaginei ter, coisa e tal. Mas quando tudo
acaba fica uma pergunta no ar:
E agora? O que eu faço com esse diploma?
Passei
mais da metade do ano me fazendo essa pergunta enquanto procurava
desesperadamente por um bom emprego que calasse a boca das pessoas que não
levavam a sério nem a mim e nem a minha profissão.
Infelizmente
num ramo competitivo como o da moda quem está dentro não quer sair e quem está
fora tem que batalhar muito para conseguir entrar.
Mas
como sempre, boas idéias só surgem quando não estamos procurando por elas.
Acho
que nunca cheguei a comentar aqui, mas quando eu tinha uns 13 ou 14 anos minha
mãe me inscreveu em um curso de artesanato a fim de evitar meu vicio por
televisão. Era um curso só para crianças e lá eu aprendi várias coisas, como
bordado, tricô, crochê, biscuit...
Admito
que no começo eu achava tudo aquilo coisa de velho, mas quando começamos a
vender as peças e a ganhar dinheiro o curso ficou muito melhor. (sim, eu gosto
de dinheiro, fato).
Dentre
todas essas coisas me lembro que o que mais vendíamos eram as bijuterias.
Continuei vendendo essas bijuterias por um bom tempo até que por um motivo ou
outro acabei parando.
Tinha
praticamente esquecido desse assunto quando, à cerca de dois meses atrás, fui
visitar uma amiga da época de criança. Conversa vai, conversa vem, e eu acabei
desabafando com ela a respeito do curso de moda, dos comentários maldosos, dos
desaforos e etc.
Entre
uma coisa e outra ela me deu a idéia de voltar a fazer bijuterias, só que de
uma forma mais profissional, já que agora eu entendia realmente do assunto.
Fiquei
com essa idéia na cabeça por alguns dias até que, depois de outro comentário
maldoso, tomei uma decisão.
Como eu
queria fazer uma coisa profissional, tive que recorrer ao meu pai. Até porque,
verdade seja dita, meu pai foi uma das pouquíssimas pessoas que apoiaram minha
decisão de fazer faculdade de moda.
Com o
paitrocínio, ops, patrocínio em mãos, o resto foi comprar todo o material
necessário e colocar a mão na massa. E foi isso o que eu fiz. Até agora as
coisas estão indo bem, tão bem que eu resolvi investir numa nova etapa.
Acabei
de criar o meu atelier!
Ainda
estou engatinhando nisso tudo, mas acho que o mais importante é que estou tentando,
se vai dar certo ou não depende de Deus e da minha dedicação.
Então é
isso. Torçam por mim!
E
claro, visitem o blogstore do atelier AQUI!
Beijo,
beijo :*




